Aquecimento Global


O degelo na Antártida aumentou 75% nos últimos 10 anos e é quase tão grande como o observado na Groenlândia, revelou na quarta-feira (23), um estudo realizado por cientistas de universidades e da Nasa.

Os pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) e da Universidade da Califórnia detectaram um aumento da perda de gelo cuja magnitude foi suficiente para aumentar o nível dos oceanos de 0,3 milímetro por ano, em 1996, para 0,5 milímetro, em 2006.

Segundo Eric Rignot, cientista do JPL, a perda de gelo concentrou-se na região de Pine Island, na Antártida Ocidental, e no extremo norte da Península Antártica. Esses degelos foram causados por uma aceleração no fluxo das geleiras em direção ao mar. Rignot acrescentou que o avanço mais rápido das massas de gelo deve-se ao aumento das temperaturas do mar.

“As mudanças no fluxo das geleiras está provocando um grande impacto, embora não dominante no equilíbrio da massa de gelo antártico”, assinalou o cientista. As conclusões do estudo foram extraídas de dados fornecidos durante 15 anos pelos satélites da Nasa, da Europa, do Canadá e do Japão.

Segundo Rignot, a maior contribuição da Antártida ao aumento do nível do mar indica a necessidade de uma observação mais próxima do fenômeno.

“Estes novos resultados ilustram a vital importância de continuar observando a Antártida para determinar a forma como esta tendência seguirá”, assinalou.

O cientista indicou que ainda se sabe muito pouco sobre a futura contribuição da Antártida a esses níveis. “As plataformas de gelo estão respondendo mais rápido ao aquecimento climático do que o esperado”, indicou.

Além do JPL e da Universidade da Califórnia, participaram da pesquisa o Centro de Estudos Científicos de Valdivia (Chile), a Universidade de Bristol (Reino Unido), o Instituto de Pesquisa Marítima e Atmosférica da Universidade de Utrecht, o Instituto Meteorológico Real (Países Baixos) e a Universidade do Missouri (Estados Unidos). (Estadão Online)

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IstoÉ – Edição 1990 – 19/12/2007

Acusado de isolacionismo e de maquiar dados sobre a Amazônia, o País admite negociar créditos de carbono, prova seus números e desmente relatório dos EUA

Por LUCIANA SGARBI

FIRDIA LISNAWATI/AP/IMAGE PLUS
NÃO OFICIAL Manifestantes de ONGs fazem ato contra a deterioração do clima pelos países ricos

Chama-se Geni uma das mais famosas personagens criadas por Chico Buarque. Quando precisam dela, correm a bajulá-la e imploram-lhe favores; quando não precisam, a coisa menos poluída que lhe atiram são pedras. Na 13ª Conferência da Convenção de Mudança Climática das Nações Unidas, que reuniu representantes de 190 países na ilha indonésia de Bali, autoridades governamentais e ONGs de diversas nações elegeram a Amazônia como a Geni da deterioração do clima do planeta – confessaram precisar dela para que o mundo sobreviva, imploraram-lhe por preservação e menos emissão de CO2, mas, ao mesmo tempo, atacaram-na com estatísticas um tanto poluídas sobre a sua devastação. Na quarta-feira 12 o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, decidiu partir para o contraataque e recolocou, no colo de cada um, os sapos que vinha engolindo ao longo de dez dias. O maior deles pulou de volta para um brejo de dimensões amazônicas, que é o relatório dos EUA: “Cinqüenta e cinco por cento da Amazônia será destruída até 2030, a floresta será uma grande savana no futuro.” O ministro rebateu, foi aplaudido e não houve voz discordante.

Amorim admitiu que a redução de CO2 no Brasil ainda está aquém das expectativas (na verdade, muito aquém para uma floresta que em meio século perdeu 700 mil quilômetros quadrados de seu verde), mas enumerou: “O desmatamento caiu pelo terceiro ano consecutivo e atingiu o menor índice já registrado, de 11.224 quilômetros quadrados. Sabemos que isso ainda é pouco, mas pelo menos estamos investindo em energias limpas e programas sustentáveis, enquanto há países industrializados que nem sequer ratificaram o Protocolo de Kyoto” – leia-se EUA. Assim como ele, também a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi acusada por ONGs internacionais de ter exibido em Bali dados maquiados sobre a situação da devastação e emissão de CO2. No Brasil saiu em sua defesa o ministro em exercício João Paulo Capobianco: “Como a floresta Amazônia tem quatro milhões de quilômetros quadrados, mesmo que devastássemos 30 mil quilômetros por ano não chegaríamos aos dois milhões preconizados pelos EUA para 2.030.” Pode-se alegar que Capobianco talvez seja parcial porque integra o governo, mas pesa a favor de sua isenção o fato de ele próprio concordar em que ainda há muitos problemas – só que não na proporção apresentada pelo relatório americano. “É verdade que o sistema de monitoramento registra tendência de aumento no desmatamento nos últimos quatro meses”, diz Capobianco. “Mas deve-se isso ao longo período de seca e a subida dos preços das commodities agrícolas, sobretudo da soja e da carne.” Enquanto o ministro interino apagava os incêndios em Brasília, em Bali a própria titular decidiu trocar o discurso técnico pelo político – e neutralizou as acusações de que se mantinha numa posição isolacionista.

Aí veio a surpresa. O Brasil criou um fato novo quando Marina e Amorim anunciaram que “admitem negociar créditos de carbono” pela conservação da Amazônia na tentativa de conter o aquecimento global, mas ressalvando que “essa medida fica condicionada a revisões periódicas”. Tenta-se, assim, fechar o guichê de negócios de créditos de carbono através do qual países florestais assumiam a responsabilidade pela redução de CO2 enquanto algumas nações altamente industrializadas continuavam a poluir livremente. “Precisamos tomar cuidado com o supermercado do carbono”, alertou o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario. “Estamos nos dispondo a ter metas internas e verificáveis”, disse Marina. “O Brasil está pronto para aprimorar seus programas para reduzir emissões de forma mensurável e aberta à revisão universal periódica”, arrematou Amorim. A proposta consiste na criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira, que aumentará os recursos de combate ao desmatamento sempre que o País provar que reduziu a taxa de devastação da floresta abaixo de um nível – até 2012 esse nível será de 19,5 mil quilômetros quadrados. Entusiasmado, o ministro de Cooperação Internacional da Noruega, Erik Solheim, anunciou que destinará anualmente cerca de US$ 540 milhões para preservar florestas tropicais. Bastante aplaudido, o entusiasmo de Solheim subiu e involuntariamente ele foi politicamente incorreto ao elogiar o Brasil: “A proposta brasileira mata vários pássaros com uma pedrada só.” Amorim, de imediato, corrigiu: “Ressuscita vários pássaros.”

ANDRÉ DUSEK/AG. ISTOÉ
“VAMOS REDUZIR A EMISSÃO DE POLUENTES DE FORMA MENSURÁVEL”
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores

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IstoÉ – 08 a 14/07/2007

   
Entrevista

Pesquisador diz que tendência dos próximos anos é o esfriamento da Terra e que efeito estufa é tese manipulada pelos países ricos

Por RODRIGO RANGEL

ROBERTO CASTROO professor Luiz Carlos Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Na Rio 92 (ou Eco 92), quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivo para tamanha preocupação.

Numa conferência, peitou o badalado mexicano Mario Molina, mais tarde Nobel de Química, um dos primeiros a fazer o alerta. Agora, a guerra acadêmica de Molion tem outro nome: aquecimento global. Pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, esse paulista de 61 anos defende com veemência a tese de que a temperatura do planeta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, nada tem a ver com o propalado aquecimento global. Boa notícia?

Nem tanto, diz. Molion sustenta que está em marcha um processo de resfriamento do planeta. “Estamos entrando numa nova era glacial, o que para o Brasil poderá ser pior”, pontifica. Para Molion, por trás da propagação catastrófica do aquecimento global há um movimento dos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes. O professor ainda faz uma reclamação: diz que cientistas contrários à tese estão escanteados pelas fontes de financiamento de pesquisa.

ISTOÉ – Com base em que o sr. diz que não há aquecimento global?
Molion – É difícil dizer que o aquecimento é global. O Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte, e a partir disso é complicado pegar uma temperatura e falar em temperatura média global. Os dados dos 44 Estados contíguos dos EUA, que têm uma rede de medição bem mantida, mostram que nas décadas de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e à agricultura, atrás da agropecuária, que libera metano. Quando a gente olha a série temporal de 150 anos usada pelos defensores da tese do aquecimento, vê claramente que houve um período, entre 1925 e 1946, em que a temperatura média global sofreu um aumento de cerca de 0,4 grau centígrado. Aí a pergunta é: esse aquecimento foi devido ao CO2?

Como, se nessa época o homem liberava para a atmosfera menos de 10% do que libera hoje? Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas.

ISTOÉ – Qual seria a origem das variações de temperatura?
Molion – Há dez anos, descobriu-se que o Oceano Pacífico tem um modo muito singular na variação da sua temperatura.

Me parece lógico que o Pacífico interfira no clima global. Primeiro, a atmosfera terrestre é aquecida por debaixo, ou seja, temos temperaturas mais altas aqui na superfície e à medida que você sobe a temperatura vai caindo – na altura em que voa um jato comercial, por exemplo, a temperatura externa chega a 45 ou 50 graus abaixo de zero. Ora, o Pacífico ocupa um terço da superfície terrestre. Juntando isso tudo, claro está que, se houver uma variação na temperatura da superfície do Pacífico, vai afetar o clima.

ISTOÉ – O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU) está errado?
Molion – O painel não leva em consideração todos os dados. Outra coisa que incomoda bastante, e que o Al Gore [exvice- presidente dos EUA e estrela do documentário Uma verdade inconveniente, sobre mudanças no clima] usa muito, é a concentração de CO2. O IPCC diz claramente que a concentração atingida em 2005, de 339 partes por milhão, ou ppm, foi a maior dos últimos 650 mil anos. Isso é uma coisa ridícula. Eles usam uma série iniciada em 1957 e não fazem menção a medições de concentração de gás carbônico anteriores. É como se nunca ninguém tivesse se preocupado com isso.

O aumento de CO2 não é um fenômeno novo. Nos últimos 150 anos, já chegou a 550, 600 ppm.

Como é que se jogam fora essas medidas? Só porque não interessam ao argumento? O leigo, quando vê a coisa da maneira que é apresentada, pensa que só começaram a medir nos últimos 50 anos. O Al Gore usou no filme a curva do CO2 lá embaixo há 650 mil anos e, agora, decolando. Ridículo, palhaço.

ISTOÉ – Esses temores são cíclicos?
Molion – Eu tenho fotos da capa da Time em 1945 que dizia: “O mundo está fervendo.” Depois, em 1947, as manchetes diziam que estávamos indo para uma nova era glacial. Agora, de novo se fala em aquecimento. Não é que os eventos sejam cíclicos, porque existem muitos fatores que interferem no clima global.

Sem exagero, eu digo que o clima da Terra é resultante de tudo o que ocorre no universo. Se a poeira de uma supernova que explodiu há 15 milhões de anos for densa e passar entre o Sol e a Terra, vai reduzir a entrada de radiação solar no sistema e mudar o clima. Esse ciclo de aquecimento muito provavelmente já terminou em 1998. Existem evidências, por medidas feitas via satélite e por cruzeiros de navio, de que o oceano Pacífico está se aquecendo fora dos trópicos – daí o derretimento das geleiras – e o Pacífico tropical está esfriando, o que significa que estamos entrando numa nova fase fria. Quando esfria é pior para nós.

 
ISTOÉ – Por que é pior?
Molion – Porque quando a atmosfera fica fria ela tem menor capacidade de reter umidade e aí chove menos. Eu gostaria que aquecesse realmente porque, durante o período quente, os totais pluviométricos foram maiores, enquanto de 1946 a 1976 a chuva no Brasil como um todo ficou reduzida.

O aumento de CO2 não é novo. Nos últimos 150 anos, já atingiu 600 ppm. Mas o Al Gore usou a curva do CO2 de 650 mil anos atrás

ISTOÉ – No que isso pode interferir na vida do brasileiro?
Molion – As conseqüências para o Brasil são drásticas. O Sul e o Sudeste devem sofrer uma redução de chuvas da ordem de 10% a 20%, dependendo da região. Mas vai ter invernos em que a freqüência de massas de ar polar vai ser maior, provocando uma freqüência maior de geadas. A Amazônia vai ter uma redução de chuvas e, principalmente, a Amazônia oriental e o sul da Amazônia vão ter uma freqüência maior de seca, como foi a de 2005. O Nordeste vai sofrer redução de chuva. O que mais me preocupa é que, do ponto de vista da agricultura, as regiões sul do Maranhão, leste e sudeste do Pará, Tocantins e Piauí são as que apresentam sinais mais fortes. Essas regiões preocupam porque são a fronteira de expansão da soja brasileira. A precipitação vai reduzir e certamente vai haver redução de produtividade. Infelizmente, para o Brasil é pior do que seria se houvesse o aquecimento.

ISTOÉ – A quem interessaria o discurso do “aquecimento”?
Molion – Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. O IPCC, o nome já diz, é constituído de pessoas que são designadas por seus governos. Os representantes do G-7 não vão aleatoriamente. Vão defender os interesses de seus governos. No momento em que começa uma pressão desse tipo, eu digo que já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. Os CFCs tinham perdido o direito de patente e haviam se tornado domínio público. Aí inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. Em 1987, sob liderança da Margaret Thatcher, fizeram uma reunião em Montreal de onde saiu um protocolo que obrigava os países subdesenvolvidos a eliminar os CFCs. O Brasil assinou. Depois, ficamos sabendo que assinou porque foi uma das condições impostas pelo FMI para renovar a dívida externa brasileira. É claro que o interesse por trás disso certamente não é conservacionista.

ISTOÉ – Mas reduzir a emissão de CFCs não foi uma medida importante?
Molion – O Al Gore no filme dele diz “nós resolvemos um problema muito crucial que foi a destruição da camada de ozônio”. Como resolveram, se cientistas da época diziam que a camada de ozônio só se recuperaria depois de 2100?

Na Eco 92, eu disse que se tratava de uma atitude neocolonialista. No colonialismo tradicional se colocam tropas para manter a ordem e o domínio. No neocolonialismo a dominação é pela tecnologia, pela economia e, agora, por um terrorismo climático como é esse aquecimento global. O fato é que agora a indústria, que está na Inglaterra, França, Alemanha, no Canadá, nos Estados Unidos, tem gases substitutos e cobra royalties de propriedade. E ninguém fala mais em problema na camada de ozônio, sendo que, na realidade, a previsão é de que agora em outubro o buraco será um dos maiores da história.

ISTOÉ – O sr. também vê interesses econômicos por trás do diagnóstico do aquecimento global?
Molion – É provável que existam interesses econômicos por detrás disso, uma vez que os países que dominam o IPCC são os mesmos países que já saíram beneficiados lá atrás.

ISTOÉ – Não é teoria conspiratória concluir que há uma tentativa de frear o desenvolvimento dos países emergentes?
Molion – O que eu sei é que não há bases sólidas para afirmar que o homem seja responsável por esse aquecimento que, na minha opinião, já acabou. Em 1798, Thomas Malthus, inglês, defendeu que a população dos países pobres, à medida que crescesse, iria querer um nível de desenvolvimento humano mais adequado e iria concorrer pelos recursos naturais existentes. É possível que a velha teoria malthusiana esteja sendo ressuscitada e sendo imposta através do aquecimento global, porque agora querem que nós reduzamos o nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo.

ISTOÉ – Para aceitar a tese do sr., é preciso admitir que há desonestidade dos cientistas que chancelam o diagnóstico do aquecimento global…
Molion – Eu digo que cientistas são honestos, mas hoje tem muito mais dinheiro nas pesquisas sobre clima para quem é favorável ao aquecimento global. Dinheiro que vem dos governos, que arrecadam impostos das indústrias que têm interesse no assunto. Muitos cientistas se prostituem, se vendem para ter os seus projetos aprovados. Dançam a mesma música que o IPCC toca.

ISTOÉ – O sr. se considera prejudicado por defender a linha oposta?
Molion – Na Eco 92, eu debati com o Mario Molina, que foi quem criou a hipótese de que os clorofluorcarbonos estariam destruindo o ozônio. Ele, em 1995, virou prêmio Nobel de Química. E o professor Molion ficou na geladeira. De 1992 a 1997 eu não fui mais convidado para nenhum evento internacional. Eu tinha US$ 50 mil que o Programa das Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheiro foi cancelado.

Em 1987, sob Thatcher, países subdesenvolvidos foram obrigados a eliminar os CFCs. Foi uma das condições impostas pelo FMI

ISTOÉ – O cenário que o sr. traça inclui ou exclui o temor de cidades litorâneas serem tomadas pelo aumento do nível dos oceanos?
Molion – Também nesse aspecto, o que o IPCC diz não é verdade. É possível que, com o novo ciclo de resfriamento, o gelo da Groenlândia possa aumentar e pode ser até que haja uma ligeira diminuição do nível do mar.

ISTOÉ – Pela sua tese, seria o começo de uma nova era glacial?
Molion – Como já faz 15 mil anos que a última Era Glacial terminou, e os períodos interglaciais normalmente são de 12 mil anos, é provável que nós já estejamos dentro de uma nova era glacial. Obviamente a temperatura não cai linearmente, mas a tendência de longo prazo certamente é decrescer, o que é mau para o homem. Eu gostaria muito que houvesse realmente um aquecimento global, mas na realidade os dados nos mostram que, infelizmente, estamos caminhando para um resfriamento. Mas não precisa perder o sono, porque vai demorar uns 100 mil anos para chegar à temperatura mínima. E quem sabe, até lá, a gente não encontre as soluções para a humanidade.

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